Minimalismos, por André Fidusi

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Assim que acaba um campeonato ou um jogo importante torcedores em bares e jornalistas em mesas-redondas passam horas e horas debatendo. Repetem os melhores momentos à exaustão e se atêm a cada detalhe. O tempo passa. E dez, vinte, cinquenta anos depois, por maior que tenha sido o evento, basta um lance para identificá-lo.

Foi o que fez o artista André Fidusi. Resumiu as histórias de todas as Copas do Mundo e as partidas da campanha vitoriosa do Galo na Libertadores em desenhos minimalistas. O pênalti isolado por Baggio em 94; a entregada dos peruanos na Copa da Argentina; o apagão no estádio Independência no Atlético x Newell´s Old Boys, a defesa milagrosa de Victor contra o Tijuana e por aí vai. Confira o resultado e trechos da entrevista concedida ao FUTEBOL DE CAMPO.

“Aprendi a desenhar sozinho. Sou jornalista e publicitário, nunca fiz curso especifico de desenho. Aprimorei com a prática. Em 2006 comecei a me dedicar profissionalmente à ilustração. Montei um portfólio, fui atrás de trabalho e criei o blog , onde posto meus trabalhos. Assim comecei a ficar fiquei conhecido no meio. Hoje trabalho no Futbox.com como ilustrador e tenho trabalhos publicados em salões de humor pelo Brasil. As caricaturas de jogadores são o carro-chefe do trabalho sobre futebol.”

“Minha relação com futebol vem desde sempre. É um assunto que me inspira. Todos os dias surgem ideias novas e assim os trabalhos vão aparecendo. Muitas vezes faço por conta própria e posto no blog.”

“Sou Galo. É minha maior paixão. Vou ao campo desde pequeno. É aquela famosa frase; ‘hoje eu não posso, tem jogo do Galo!’. Acompanho tudo. No campo, na TV, no rádio ou na internet. Não dá pra perder jogo.”

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“Comecei a desenhar no papel e depois escaneava e finalizava no computador, com Corel, Illustrator e Photoshop. Em seguida adotei a caneta digitalizadora e não parei mais, nem uso mouse mais. Não tenho técnica definida, depende muito do tipo de trabalho que farei. O meu traço já tem uma característica, é mais simples e distorcido.  Gosto de variar as cores para fazer efeitos de sombra e luz e também usar texturas para dar outro tipo de efeito que o desenho pede.”

“A ideia da série ‘A História Minimalista das Copas’ veio quando eu trabalhava numa agência de publicidade. Tentamos fazer algo no estilo minimalista, o projeto não prosperou, mas fiquei com aquilo na cabeça. Como costumo relacionar tudo com futebol, tive a ideia de usar os pictogramas. Decidi então retratar as Copas. Fui pesquisando uma a uma atrás dos momentos marcantes. Quando o Galo foi campeão da Libertadores pensei em fazer o mesmo. Aí a ideia foi mais rápida, só precisei elaborar direitinho para não ficar repetitivo, tanto que na segunda fase não fiz um cartaz para o jogo de ida e outro para a volta, preferi fazer o que marcou do confronto num desenho só.”

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Para ver as galerias das Copas e da campanha do Galo completas e outros trabalhos de Fidusi clique aqui.

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Galo pra lá de Marrakech

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Se as zebras pararem de atravessar a rota dos brasileiros na Libertadores, o Galo já tem data de estreia no próximo Mundial de Clubes. A Fifa divulgou a tabela do torneio, que este ano migrou da Ásia à África, do Japão ao Marrocos. A competição será disputada de 11 a 21 de dezembro. O campeão da América faz seu primeiro jogo dia 18.

Agadir sedia as quatro partidas inciais e Marrakech as quatro derradeiras. O primeiro duelo está definido: os anfitriões do Raja Casablanca contra o Auckland City, representante da Oceania. O Bayern estreia dia 17, na semifinal, ante adversário ainda indefinido. Outro garantido é o Monterrey, campeão da Concacaf, habitué do Mundial. Os classificados africano e asiático saem no início de novembro. Confira abaixo a tabela:

Jogo 1 – Raja Casablanca x Auckland City – 11/12

Jogo 2 – Time A x Time B – 14/12

Jogo 3 – Vencedor do jogo 1 x Time C – 14/12

Jogo 4 – Vencedor do jogo 2 x Bayern de Munique – 17/12

Jogo 5 – Perdedor do jogo 2 x Perdedor do jogo – 17/12

Jogo 6 – Vencedor do jogo 3 x Campeão da Libertadores – 18/12

Decisão do terceiro lugar – Perdedor de jogo 4 x Perdedor do jogo 6 – 21/12

Final – Vencedor de jogo 4 x vencedor do jogo 6 – 21/12

Sobre ingressos, a venda para os brasileiros deve começar em setembro pelo site da Fifa. No ano passado iniciaram primeiro para os portadores de cartões Visa e moradores do Japão. Esta fase foi de 11 a 18 de agosto. Para os demais, a comercialização foi de 9 e 23 de setembro, via site da Fifa. Vamos acompanhar com será este ano.

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Pânico no Independência

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Fotos de Bruno Contini – Flickr oficial do Atlético-MG

No fim deu tudo certo. Mas, nos instantes finais do duelo entre Atlético-MG e Tijuana, parecia que o feitiço se voltaria contra o feiticeiro. No caso, contra uma chusma de torcedores do Galo presentes ao estádio Independência.

A campanha começou nas redes sociais. Tornou-se viral e, antes da partida desta quinta pelas quartas de final da Libertadores, milhares de atleticanos usavam a máscara do filme “Pânico”. A brincadeira era passar a mensagem de que o estádio mineiro é um verdadeiro cemitério para os adversários, ou seja, fazer valer o lema “Caiu no Horto, tá morto”. Ambulantes faturaram um monte negociando cada uma a R$ 10.

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Ignoraram os mineiros, no entanto, o fato de que no México o Dia dos Mortos é uma tradicional festa popular. Logo, as fantasias não botaram medo no time do Tijuana. Pelo contrário, o Galo portava-se como o amedrontado na história.

Ao sofrer o 1 a 0 veio o primeiro susto. O empate tranquilizou por um tempo, porém em minutos parecia que a galera assistia a um dos clássicos de Kubrik. E nos descontos, aos 47 minutos do segundo tempo, a máscara do Pânico expressava com perfeição o estado dos atleticanos.

Pênalti para o Tijuana. Àquela altura, o sonho do título inédito da Libertadores é que estava prestes a cair morto no Horto. Quando a TV focou na torcida, poucas daquelas máscaras apareceram. Como se pressentindo o mau agouro, muitos as retiraram naqueles segundos à espera da cobrança. Como se precisassem secar o cobrador a olho nu.

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Deu certo. Victor defendeu, com os pés, e o Galo sobreviveu. A partir de agora, creio, a máscara tem tudo para se tornar apetrecho obrigatório no Independência. Terá, contudo, um duplo sentido.

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Pazes

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Torcida que (de novo) canta e vibra. Palmeiras 2 x 0 Tigre.

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É fogo

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Tornou-se mais rigorosa a revista da PM paulista nas torcidas organizadas desde o trágico incidente na Bolívia. No São Paulo x Arsenal, no Pacaembu, a Independente não pôde entrar com nada de plástico. As tradicionais bexigas, balões infláveis e telas para compor um mosaico foram barradas.

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Um dos integrantes da organizada disse ao blog que tentará liberar a entrada desses itens em reunião com a polícia antes do clássico de domingo contra o Palmeiras, no Morumbi. A polícia se limitou a afirmar que objetos inflamáveis são proibidos. Antes da morte do garoto boliviano – que, todos sabem, nada teve a ver com bexigas de plástico – tal veto inexistia.

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Que pasó?

Tigre x São Paulo final Sul-americana

Não demorou quase nada para os torcedores do Tigre recolherem suas faixas no Morumbi. Começaram logo depois que o time argentino desceu para o vestiário, onde os jogadores alegam ter sido agredidos por seguranças do São Paulo. Na hora, achei estranho terem captado tão rápido que a partida não continuaria. Guardaram seus apetrechos numa velocidade impressionante.

Falavam entre eles que o Tigre não voltaria por conta das agressões e porque os tais seguranças teriam entrado armados no vestiário. Na arquibancada, o organizador de uma excursão rapidamente reuniu seu pessoal. Foram embora uns dez minutos antes de o juiz decretar o fim da partida. A informação deve ter sido passada pelo jornalista da foto abaixo, ligado à equipe argentina.

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Ainda não é possível saber ao certo o que aconteceu. É preciso apurar os fatos.  Vale lembrar que um ônibus argentino foi apedrejado antes do jogo e que o Tigre foi proibido de fazer o aquecimento no gramado. Ou seja, o clima estava pesado. Fato consumado é que o São Paulo é o campeão. Pena que o tumulto tenha esfriado um pouco as festas. A do título e a da despedida de Lucas.

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No estádio, só tinha visto uma vez um jogo não acabar. Foi naquele Brasil x Chile, pelas eliminatórias da Copa de 90. Na ocasião, o goleiro Rojas simulou ter sido ferido por um sinalizador atirado por uma torcedora chamada Rosemary, que ganhou a alcunha de “fogueteira”.

A encenação afastou por anos o Chile de competições internacionais e abreviou a carreira de Rojas. Curiosamente, ele foi trabalhar no São Paulo tempos depois como treinador de goleiros. Bem, vamos ver se o Tigre terá o mesmo tratamento.

Tigre x São Paulo final Sul-americanaTigre x São Paulo final Sul-americana

Brigas em campo à parte, as duas torcidas fizeram belas festas em novo recorde de público do Tricolor em 2012.

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Chegadas e partidas

Hoje fico devendo fotos dos visitantes. O anfitrião não reservou espaço à torcida do Náutico no anel superior. Não tinha lugar. Novamente o São Paulo bateu o recorde de público do ano no futebol brasileiro: 62.207 pagantes no Morumbi. Os fãs do Timbú ficaram num cantinho confortável, coberto, na numerada inferior. Encontrei só quando o time abriu o placar.

Ganso aquecia enquanto o São Paulo perdia por 1 a 0. Ney Franco o chamou. Poucos segundos depois Luis Fabiano empatou. O meia ainda corria pela lateral do campo. A galera emendou uma comemoração na outra. Os dois maiores anseios são-paulinos neste epílogo do Brasileirão chegaram ao fim quase simultaneamente. A estreia de Ganso e a vaga na Libertadores.

Por outro lado, também foi dia de despedida. Última apresentação de Lucas no Morumbi pelo Campeonato Brasileiro, já que o clássico contra o Corinthians na rodada final será no Pacaembu. O ídolo ainda jogará no estádio pela Sul-Americana. O garoto da foto acima não parece um pouco com ele?

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Corinthians se liberta

Como não pude entrar no estádio, as fotos da torcida dentro do Pacaembu são de uma fiel amiga colaboradora.

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A PM usou bombas de efeito moral, balas de borracha e avançou com a cavalaria sobre corintianos para conter uma tentativa de invasão ao Pacaembu antes da final da Libertadores entre Corinthians e Boca Juniors. Torcedores revidaram atirando rojões nos policiais.

Por vinte minutos, por volta das 20h40, o acesso ao estádio foi interrompido. Diversos fãs com ingresso ficaram de fora. Passaram pela primeira catraca, posicionada entre barreiras a 200 metros da entrada, mas foram barrados antes de chegar ao portão principal. Só com 25 minutos do primeiro tempo o acesso voltou a ser liberado.

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