Cabeça feita

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Dois bonés da Lusa circulavam pacificamente em meio aos atleticanos neste sábado, no Canindé. Portuguesa e Atlético-PR entraram em campo em situações idênticas: apenas sete pontos, adversários diretos na zona da degola. Nada capaz de afetar a parceria entre Leões da Fabulosa e os Fanáticos.

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Alianças entre clubes de Estados diferentes são comuns. As organizadas se ajudam, sobretudo com a logística de acomodação. O pessoal da Fanáticos chegou a SP por volta das 13h30 deste sábado e foi bem recebido na sede da Leões. Daí estarem à vontade na arquibancada do Canindé vibrando com a virada do Atlético por 3 a 2 com os bonés lusos.

Confesso nunca ter visto a camaradagem chegar a tal ponto. Sinal de evolução. Cena rara num estádio de futebol, especialmente em São Paulo. Presenciar uma torcida organizada civilizada, de cabeça feita, a ponto de não se importar de retribuir a gentileza a cobrindo com outro escudo, é de se tirar o chapéu.

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Revanche

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Enquanto não começa, de fato, o Paulistão, vamos de A-2, já no quadrangular final. Lusos ávidos por vingança hoje no Canindé. A Portuguesa reencontrou o Comercial, algoz que lhe aplicou um histórico 7 a 0 no último dia 13.

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Galhofas mil ecoavam do setor de visitantes. Os “bafudos”, em bom número, erguiam as mãos e faziam a contagem. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete. Azucrinaram os rivais por toda a primeira etapa.

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No intervalo, começou aquela inócua, porém tradicional troca de xingamentos entre os mais exaltados colados nas grades. Embora em maioria, os portugueses estavam em flagrante desvantagem moral.

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Segundo tempo. A situação começou a mudar aos 14 minutos. Diego Viana marcou. Uns três segundos de êxtase apenas. Impedimento marcado. Dá-lhe gozação do lado comercialino. Mas, aos 27 minutos, enfim, gol legal da Lusa.

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O time tratou de segurar o 1 a 0. Certo, não foi bem aquela revanche. Mas valeu. Agora a Lusa lidera a fase final com nove pontos e está a um empate de garantir seu retorno à Série A-1 e, quem sabe, rir por último.

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DJ da Lusa

Poucos, ou ninguém, presta atenção em música de campo de futebol. Quando for ao Canindé, dê uma chance, antes da partida e durante o intervalo. No estádio onde tudo é diferente, o repertório musical varia de acordo com a ocasião.

No Carnaval, marchinha ou samba. Se morre um cantor famoso, tem homenagem póstuma no jogo seguinte. Assim foi em 2009 com Michael Jackson e neste ano com Whitney Houston. Semanas atrás entrou “Tieta” na esteira do centenário de Jorge Amado. Em 12 de outubro, Dia das Crianças e da Padroeira do Brasil, Balão Mágico e “Nossa Senhora”.

Quando não há efeméride, entra um rock. Tradicionalíssimos (Stones, Beatles, Elvis), com batida um pouco mais pesada (AC-DC, Metallica) ou pops (Foo Fighters, Coldplay, Red Hot Chili Pepers, Oasis).

A responsável pelas playlists é uma senhora de 54 anos. “Com disposição de 18”, frisa. Há 12 anos Ana Vitória Mendes trabalha voluntariamente como “DJ” da Portuguesa. Além de cuidar da trilha sonora, anuncia as substituições e dá os avisos de utilidade pública. E na hora do hino nacional, comanda: “Todos de pé”.

Conta sempre com a colaboração do primo fiel, Jorge Rodrigues, que sobe e desce do campo ao setor de imprensa com as escalações. Adora palpitar na seleção musical, o que, às vezes, acaba mal.

Filha de portugueses, a paulistana Vitória veio do departamento de comunicação da Lusa. Entre essa e outras funções, já entrou até fantasiada de Leão (mascote) no gramado. Foi num Dia das Crianças, em 2006, com seus alunos. Ela também leciona geografia há 14 anos em uma escola particular.

Sua experiência em um programa de rádio voltado à comunidade lusa facilitou a adaptação à cabine de som do estádio. O curso de locução do Senac e o namorado, narrador esportivo, também.

Aviso: se justamente no dia que você resolver prestar atenção a Vitória mandar uma música folclórica portuguesa, não estranhe. É a cota para agradar a chefia.

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Mistérios do Canindé

Dida foi ídolo quando jogou no Corinthians. Hoje, na Portuguesa, continua idolatrado pelos corintianos. O volante Guilherme foi ídolo da Lusa. Hoje no Corinthians é odiado pela torcida lusa – e tampouco é amado pelos alvinegros.

Neste sábado, durante Portuguesa 1 x 1 Corinthians, enquanto corintianos ovacionavam o goleiro, os lusitanos xingavam Guilherme no Canindé. Sinal dos tempos. São raros atualmente, tirante os arqueiros, os jogadores que ficam tempo suficiente em um clube para se fixar na memória do torcedor.

Fato curioso. Os jogadores que precisaram sair de campo para receber atendimento médico foram carregados como antigamente, por maqueiros. Faz tempo os estádios têm carrinhos, estilo golfe, para transportar os lesionados. Pois não é que no final da partida o carrinho passa, funcionando, entre os torcedores (foto acima). “E aí, o que aconteceu? Por que não foi usado no jogo?” “Correria, correria, respondeu o motorista.” Mistérios do Canindé.

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Inflamável

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A moda da censura nos estádios pegou. Nesta quinta, no Canindé, Diogo Cisneiro, torcedor do Sport, teve seu cartaz com os dizeres “um apito não vai calar o Nordeste” confiscado pela PM. O protesto referia-se ao episódio nos Aflitos, quando o juiz exigiu que fosse retirada uma faixa de protesto contra a arbitragem no Brasileirão em partida do Náutico, semana passada. Por isso, o post com fotos das galeras no 5 a 1 da Lusa sobre o Leão vem depois.

Já com a peleja rolando, Cisneiro foi repreendido por policiais sob alegação de portar material inflamável (papel). Cedeu logo para voltar ao jogo (foto abaixo). Aproveitava a viagem a trabalho do Recife a SP, não queria perder tempo com bate-boca. De fato, a tal regra do papel existe.

Não é permitido, por exemplo, ler um jornal no estádio. Mas, se a faixa passou pela revista, tendo a crer que o conteúdo da mesma, e não o material do que é feita, tenha motivado o veto. Fãs do Sport passaram por igual constrangimento alguns dias atrás no Pacaembu, no duelo ante o Corinthians, impedidos de entrar com bexigas infláveis e cartazes com saudações aos conterrâneos.

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Nos dois casos, é clara a estratégia preventiva da polícia de tratar todos como potenciais vândalos. É mais fácil e barato do que educar e adotar meios inteligentes de restringir o acesso de quem, de fato, está disposto a atear fogo no estádio. O que, cabe um porém, não é missão policial.

Beber cerveja, bandeiras com mastro, guarda-chuva, fogos de artifício, bexigas, jornal, revistas. Tudo proibido. Até rádio de pilha é vetado em alguns estádios. Assim vamos, provavelmente até o ponto em que não poderemos xingar a mãe do juiz, do bandeirinha, tirar sarro da torcida adversária, peidar, usar roupa verde ou comer uma pipoca. O saquinho é inflamável.

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A torcida do São Paulo compareceu em massa ao Canindé. Porém, com más intenções. Ninguém foi poupado da ira gerada pela eliminação da Copa do Brasil. Nem Lucas. Com narizes de palhaço e bexigas amarelas (em alusão ao desempenho contra o Coritiba), os são-paulinos relegaram o jogo contra a Portuguesa ao segundo plano – ainda bem, diga-se,  pois o time perdeu de novo. “Leão, pede demissão”, gritavam, em uníssono (fato raro), as organizadas Independente e Dragões da Real.

Técnico, goleiro, presidente, todos foram “homenageados”. Denis “mão de alface”, Lucas “mentiroso”, Luis Fabiano (que nem jogou) ”pipoqueiro”, Juvenal “cachaceiro”. No mesmo ritmo, pediram o retorno de Paulo Miranda à Bahia e um minuto de silêncio em homenagem à “morte” de Casemiro. E, entre uma ofensa e outra, invocaram a memória dos ídolos Josué, Mineiro, Raí, Lugano, Cafu e…até do Fabão. Rogério Ceni também, claro. E do hoje rival Muricy Ramalho, treinador do Santos. Enfim, a galera tava nervosa.

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Baderna

No Pacaembu, os problemas habituais. As bilheterias, ou melhor, a bilheteria, abriu com 45 minutos de atraso, às 10h45. Apenas uma pessoa vendendo.

No site do Santos consta que haveria um guichê especial para atender aos sócios. Não tinha. “Problema no sistema”, justificou uma das bilheteiras que deveria, mas não estava trabalhando.

Também não havia orientadores da FPF. Dois policiais chegaram às 11h30, quando a chiadeira começou. A compra com cartão de débito, como de praxe, não funcionava.

Vamos pular aquela parte de não vender ingresso via internet. Vamos direto para a parte em que só tinha arquibancada azul à disposição. As do setor laranja foram para a Vila Belmiro, informou aquela bilheteira à toa. O torcedor, além da fila desnecessária, não podia escolher onde ficar.

Na semana passada o serviço foi ainda pior no Pacaembu. A venda de ingressos para a semifinal entre São Paulo e Santos começou com uma hora e 40 minutos de atraso. Confira abaixo informações divulgadas no site do Santos para a decisão deste domingo.

Carga total de ingressos: 60 mil.  Início das vendas: nesta quinta, às 10h. As entradas serão comercializadas no Morumbi das 10 às 18 horas, na Vila das 10 às 17 horas, nos postos da Baixada Santista nos respectivos horários de funcionamento (ver abaixo locais e horários) e nos outros postos de São Paulo e ABC (Pacaembu, Canindé, Ginásio do Ibirapuera, Barueri – ginásio de esportes-, Santo André – Bruno José Daniel – e São Caetano – Anacleto Campanella) das 10 às 18 horas. O jogo será domingo, no Morumbi, às 16h.

Sócios

Como as finais são mando da FPF, os associados do Santos não poderão comprar ingressos pelo portal www.sociorei.com.br . Com apresentação da carteirinha, vale a meia-entrada Haverá guichê especial de atendimento para associados.

Donos de cadeira

Por conta do mando das partidas ser da FPF, donos de cadeira na Vila Belmiro também devem comprar ingressos da mesma forma que os sócios que não possuem cadeira.

Opções de ingresso

Arquibancada Azul – portão 6 – torcida do Santos FC: R$ 60,00 (meia entrada R$ 30,00);

Arquibancada Laranja – portão 6 – torcida do Santos FC: R$ 60,00 (meia entrada R$ 30,00);

Setor Térreo VISA (Vermelha) – portão 3: R$ 70,00 (meia entrada R$ 35,00);

Morumbi Premium Clube – portão 4: R$ 120,00 (meia entrada R$ 60,00);

Cativa Azul – Proprietário – portão 5:  R$ 60,00 – disposição de venda apenas no Morumbi;

Cadeira Especial Azul – portão 5: R$ 120,00 (meia entrada R$ 60,00);

Laranja Premium – portão 5: R$ 120,00 (meia entrada R$ 60,00);

Cadeira Laranja – portão 5: R$ 70,00 (meia entrada R$ 35,00);

Setor Visa Infinite – portão 5: R$ 170,00 (meia entrada R$ 85,00);

Cativa Vermelha – Proprietário – portão 16: R$ 60,00 – disposição de venda apenas no Morumbi;

Cadeira Amarela – portão 16: R$ 70,00 (meia entrada R$ 35,00);

Setor Deficiente – portão 17: R$ 60,00 (meia entrada R$ 30,00);

Setor Térreo VISA (Vermelha) – portão 18: R$ 70,00 (meia entrada R$ 35,00);

Arquibancada Vermelha – portão 15 – torcida do Guarani: R$ 60,00 (meia entrada R$ 30,00).

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Golpe da meia entrada

Fila para comprar ingresso no Canindé

Estão cada vez mais frequentes as denúncias de torcedores que pagam o valor inteiro do ingresso e recebem bilhete de meia entrada. Este blog já testemunhou a manobra no Canindé. No Blog do Perrone, do UOL, nos comentários do post “Ministério Público investiga máfia dos cambistas e fecha cerco a clubes”, do dia 22/01, um leitor diz ter sido vítima do esquema em Marília, Presidente Prudente e Bauru.

O bilheteiro, provavelmente, embolsa o dinheiro da outra metade. Se com ou sem aval de graúdos dos clubes, cabe ao MP apurar. O torcedor ainda corre o risco de ser barrado na catraca. Risco pequeno, é verdade, pois ninguém confere a documentação de estudante na entrada. Mas pode acontecer. De qualquer maneira, o principal lesado é o time mandante.

Com relação aos cambistas, valeria o MP dar atenção especial aos líderes de torcidas organizadas. É comum ver torcedores com as camisas dessas facções revendendo ingressos. Fato também  já presenciado por este blog no Palestra Itália e Vila Belmiro. Essas entradas (ou pelo menos parte delas) são doadas pelos próprios clubes às organizadas, como é público.

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Barcelusa é 10

A brincadeira virou negócio lucrativo. Produzida pelas parceiras Penalty e Cavalera, uma nova camiseta da Portuguesa estampa o apelido “Barcelusa”. Por R$ 50, vendeu demais ontem à noite em um balcãozinho montado no Canindé, antes do jogo que deu o título da Série B à Lusa, contra o Sport.

O uniforme arrecadou bastante, mas uma outra quantia vultosa escoou pelo ralo por falta de fiscalização da meia-entrada. Em uma das bilhetarias do estádio a funcionária vendia sem pedir documentação. Alegava que teria de ser apresentada na catraca, onde também ninguém cobrava.  Ademais, vexatório o que tinha de cambista “trabalhando” nas barbas da PM.

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Do baralho

No intervalo de Portuguesa e Asa, ontem, o quarteto luso passa o tempo jogando baralho na arquibancada do Canindé. Em campo também foi brincadeira. A Lusa ganhou por 2 a 0 e abriu oito pontos de vantagem na liderança da Série B.

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