100 anos juntos

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Santo André e Juventude têm trajetórias semelhantes. Auges em títulos na Copa do Brasil. Os gaúchos em 99 e os paulistas em 2004. Logo, disputaram Libertadores. Em 98, o time de Caxias desbancou Grêmio e Inter no Estadual. Os andreenses foram vice no Paulistão em 2010. Há pouco estavam na Série A do Brasileirão.  Mas a decadência de ambos também seguiu rumo parecido.

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Neste sábado Santo André e Juventude se enfrentaram pela Série D do Brasileiro no Bruno José Daniel. Pelos currículos, em tal divisão, pode-se chamar de clássico. E se nos momentos difíceis é que se reconhece o verdadeiro torcedor, o que dizer de 16 abnegados que viajaram 18 horas de Caxias do Sul ao ABC para um jogo de quarta categoria?

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O grupo integra a Mancha Verde do Juventude, quase homônima da Mancha Alviverde do Palmeiras (alguns palestrinos, aliás, estavam hoje lá na arquibancada como reforço). Dividiram-se em carros e pegaram a estrada. O Juventude colaborou com os ingressos.

“Anos de péssima gestão colocaram o time nessa situação”, diz um torcedor. “Mas a gente acompanha sempre, já fomos até a Bahia. É o ano do centenário”, justifica. Verdade. O Juventude comemora seu centenário este ano. E, graças a essas caras, não serão 100 anos de solidão.

Mancha Verde do Juventude

Confira abaixo a galeria de arquibancada de Santo André 2 x 0 Juventude.

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Choque-Ruim

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O Morumbi cresce a cada Paulistão. Embora eu seja um dos últimos entusiastas dos estaduais, com a atual fórmula não dá mais. Como no Santos x Corinthians, estádio às moscas hoje no Choque-Rei. Públicos pífios, 17 e 18 mil, respectivamente. Compatíveis, diga-se, com o nível dos enfadonhos 0 a 0.

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Dois tons de verde

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O título do post anterior sobre o Palmeiras foi “Bis”. Após o empate com o Bragantino, comentei que 2013 começara com a massa entoando o mesmo coro do fim de 2012. Xingamentos contra Tirone e Frizzo, ex-presidente e vice. Mas sempre um pouco antes e logo depois dos jogos. Nunca durante.

O comando mudou. Os protestos idem. Hoje a galera se dividiu. Nos minutos finais da partida, quando o Palmeiras ainda perdia por 3 a 1 para a Penapolense, a Mancha Verde puxou brados contra Valdivia e Luan (autor do segundo tento). E soltou a voz também nos usuais “time sem vergonha” e “queremos jogador”.

Enquanto isso, em outros pontos do Pacaembu, fãs cantavam o hino do clube. Ninguém está errado, creio eu. Cada um se manifesta, desde que pacificamente, como bem entender. Se vai ou não prejudicar a equipe é outro papo.

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Outro revés sofreu a organizada Camorra. Seus integrantes foram impedidos pela PM de entrar com as bandeirolas que sempre levam ao estádio. “Falta critério da polícia, antes podia e agora não pode mais”, reclamou um dos representantes da torcida.

A PM alegou que as hastes, embora pequenas, são proibidas. Não soube explicar, no entanto, porque a entrada fora liberada em outros tantos jogos. Curioso. Pente-fino para barrar bandeirolas e vista grossa a respeito dos cambistas que perambulam tranquilamente pelo entorno do estádio.

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Por fim, destaque para a festa da galera da Penapolense, em número surpreendente, diga-se. Muitos marmanjos foram aos prantos após o terceiro gol. Um viva para os Estaduais!

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Alta tensão

Ar pesadíssimo hoje no Pacaembu. Antes de começar Palmeiras x Corinthians, conselheiros palmeirenses quase saíram no tapa nas tribunas. Depois, o vice de futebol, Roberto Frizzo, acostumado a ficar na área VIP, foi alvo de todo tipo de xingamentos. Teve de se retirar, cercado por seguranças.

Nas organizadas alviverdes, por outro lado, o clima era de apoio ao time. Fizeram festa com mosaicos e incentivaram quase o tempo inteiro. Os ânimos  esquentaram de vez nos minutos finais, quando o Corinthians fez 2 a 0. Torcedores da arquibancada invadiram as cadeiras amarelas para tentar agredir cartolas do clube nas tribunas (veja o vídeo abaixo). Por pouco não termina em tragédia.

Com a chapa esquentando, a PM se concentrou no alambrado em frente ao portão principal, temendo invasão de campo. A essa altura, os cânticos na Mancha Verde alternavam tons de apoio e ameaça. “Olelê, olalá, se cair pra Série B se prepara pra apanhar.” Em seguida entoavam o hino do clube. E, durante toda essa confusão, na medida em que a temperatura subia no lado verde, crescia a euforia corintiana.

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Mancha, o retorno

Após cinco meses proibida de entrar uniformizada nos estádios paulistas, a Mancha Verde voltou neste sábado, no Pacaembu. Retorno, inclusive, saudado via sistema de som do estádio durante o intervalo. Mas o incentivo extra da arquibancada não ajudou o time a passar de um 0 a 0 contra um Grêmio com dez jogadores desde o primeiro tempo. Grêmio dos desafetos Luxemburgo e Kleber (o expulso), obviamente “homenageados” pela organizada (vídeo abaixo). A Mancha ficou afastada por conta de uma briga contra corintianos, em março, quando um palmeirense morreu baleado.

A torcida do Grêmio, numerosa, ficou espremida no setor de visitante. Não há razão para a PM não liberar inteiramente esse espaço quando fecha o tobogã, como neste sábado. Com o tobogã vazio não há risco de conflito entre os rivais. Por que  manter os visitantes apertados? Isso sim pode gerar confusão.

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Mesmo com o time perdendo por 1 a 0 (veja o gol) e mal demais em campo, a torcida do Palmeiras apoiou até o último segundo de jogo. Mas foi o juiz trilar o apito final soltou o recadinho para quarta-feira (vídeo acima). Do outro lado, a galera do Atlético-MG ficou espremida na área reservada aos visitantes para ver a estreia de Ronaldinho. Apesar de o tobogã do Pacaembu estar fechado (logo, não haveria risco de confronto com palmeirenses), a PM liberou só metade da arquibancada aos atleticanos. Abaixo, fotos das duas torcidas.

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