Palmeiras, por Baptistão

evair, POR BAPTISTÃO

Sem se dar conta, Eduardo Baptistão começou a trabalhar jogando futebol de botão. Desenhava carinhas dos jogadores para montar seus times e, de tão legais que ficavam, recebia encomendas dos amigos. Resolveu então enviar uma mostra à seção de cartas da revista “Placar”. Pronto, aos 15 anos teve sua primeira obra publicada.

Adulto, realizou o sonho de publicar profissionalmente na Placar. Hoje tem no currículo obras nos principais jornais e revistas do país. Foram 22 anos no Estadão (até abril passado) e nove no extinto JT. É colaborador da Carta Capital desde 95 e da Veja desde 2004. A lista de trabalhos se estende por Vogue; Playboy; Você/SA; Imprensa; Vip; Sexy.

Eventualmente, ministra oficinas de caricatura, arte na qual tornou-se craque. Autodidata, aprendeu em casa. As primeiras orientações sobre desenho vieram do irmão, seis anos mais velho. E a paixão por futebol – especialmente pelo Palmeiras – do pai. Aos 47 anos, lembra com detalhes quando seu Alceu o levou pela primeira vez para ver o Verdão ao vivo, no Pacaembu, em 1978.

FELIPAO

Confira trechos da entrevista ao FUTEBOL DE CAMPO e alguns dos melhores trabalhos de Baptistão.

“Minha primeira influência foi meu irmão, Alceu Baptistão. Foi quem me deu as primeiras orientações no desenho, quando eu era ainda bem pequeno. E funcionou como professor informal (não estudei desenho formalmente).”

“Muitos artistas me influenciaram: Benicio, Norman Rockwell, os irmãos Caruso, Manoel Victor Filho, para citar alguns. Desde pequeno, meu único interesse no desenho é figura humana. Até hoje não gosto de desenhar outras coisas. Fiz retratos por muito tempo, até descobrir as caricaturas, área em que me especializei há 20 anos. Quanto às técnicas, não sou muito versátil. Na pintura tradicional, uso apenas lápis de cor. De uns anos para cá, também utilizo a técnica digital (Photoshop) para colorir os desenhos.”

“Sou palmeirense desde pequeno por causa do meu pai, Alceu. Ele dizia que era, além de palmeirense, botafoguense – por ter nascido na região de Ribeirão Preto – e juventino – por morar na Mooca. Sempre repeti tudo isso, até descobrir tardiamente o futebol, aos 12 anos, na Copa de 1978. Naquele ano, meu pai me levou a um estádio pela primeira vez, para ver a vitória do Palmeiras sobre o América-RJ por 3 x 0, dois gols de Toninho e um de Jorge Mendonça. Foi na manhã de 2 de julho, dois dias depois do meu aniversário, no Pacaembu. A partir daí, tornei-me fanático e percebi que era só palmeirense – o Juventus permanece no coração como segundo time, mas a uma boa distância do Palmeiras.”

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“Faço desenhos de futebol desde garoto. Meus times de botão – e os dos amigos também – eram todos desenhados por mim. O meu do Palmeiras tinha as carinhas de todos os jogadores, isso numa época em que não havia computador, impressora nem internet para pesquisar fotos. Procurava nas revistas e jornais e tinha de desenhar as carinhas diretamente no selinho que seria colado no botão.”

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“Em 1981, aos 15 anos, desenhei um time inteiro inventado por mim, e mandei para a revista Placar, que eu colecionava. A revista o publicou na seção de cartas na edição de final de ano. Repeti o feito no ano seguinte, com um desenho da seleção da Copa que eu mesmo escalei. Muitos anos mais tarde, realizei o sonho de publicar na Placar como profissional.”

“Desenhei muitas vezes o Pelé, os Ronaldos, o Romário, o Parreira, o Felipão, o Telê, entre outros. Talvez o ídolo que eu mais desenhei tenha sido o Alex, que, infelizmente, não joga mais no meu time.”

alex, POR BAPTISTÃO

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Las manos de Bandeira

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Maradona é um modelo atraente para caricaturistas. As facetas exóticas – durante e pós-carreira – decerto estimulam. Cabelos longos ou curtos; barbudo ou de cara limpa; gordo ou magro; debilitado ou com aquele olhar ligadão. Fenótipo sempre enfeitado por brinquinhos, correntes e pulseiras.

Um dos fissurados pelo Pibe de Oro é o inglês Graeme Bandeira. Ilustrador do Yorkshire Post, jornal de Leeds – e peladeiro nas horas vagas – conta que “Maradona é o jogador que queria ter sido”. Aos 38 anos, não vai dar mais para tentar, no entanto se conseguir transferir aos pés parte do talento que demonstra com as mãos, deve ao menos ser o craque das peladas.

Diego Maradona

Em entrevista ao Futebol de Campo, o artista contou também ser fã do futebol brasileiro, em especial de Juninho, ídolo de seu time, o Middlesbrough. Confira os principais trechos abaixo. Para comprar ou ver outras obras de Bandeira acesse http://society6.com/BANDY e http://altpick.com/bandy.

“Desde que fui capaz de segurar um lápis, comecei a desenhar nas paredes. Depois passei a rabiscar nos livros de exercícios da escola. E assim minha carreira de ilustrador foi progredindo. Acho difícil aprender a desenhar. Acredito ser algo que vem de dentro. Requer uma paciência incrível e boa imaginação para desenvolver e, no fim, apreciar o resultado.”  

“Estou com 38 anos. Nasci em Middlesbrough e hoje moro em Harrogate. Trabalho no Yorkshire Post, em Leeds, como ilustrador e artista gráfico. Produzo uma ampla gama de charges, ilustrações, fotomontagens, tabelas, gráficos, gráficos e gráficos de informação. E também faço minhas caricaturas e charges como freelancer.”

“Sou obcecado por futebol. Chutava uma bola enquanto pintava as paredes. Os dois sempre andaram juntos. Joguei bola toda a minha vida, em equipes da escola e da faculdade. Ainda jogo regularmente com os amigos em várias ligas. É minha paixão, está totalmente ligado à minha rotina.”

“E, claro, tenho torcido para o Middlesbrough desde os 7 anos. Adoro o Juninho, meu jogador favorito até hoje. Certamente o melhor que vi com a camisa do Boro (apelido do clube). Era um mágico, quando recebia a bola a torcida já levantava. Comparável ao que os fãs do Barcelona devem sentir quando veem o Messi em ação.”

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“Já Maradona era o jogador que eu queria ser. O primeiro a chamar minha atenção. Tentava imitá-lo em campo. É um ídolo até hoje, a despeito de suas falhas óbvias. Sempre me senti atraído por sua genialidade e personalidade forte. Por isso, é sempre um desafio caracterizá-lo em um pedaço de papel.”

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“Admiro muitos outros jogadores brasileiros. A lista é interminável. Por onde começo? Morri de amores pela equipe de 82 – sem dúvida uma dos melhores que não conquistou uma Copa do Mundo. Zico, Éder, Falcão, Sócrates, Junior – todos maravilhosos. Temos, então, o brilho da equipe vencedora de 70, com Pelé, Carlos Alberto, Jairzinho e Rivelino. Também venero há tempos o futebol de Ronaldo – talvez o atacante de maior explosão que já vi e, duvido, veremos novamente. Hoje, Neymar é empolgante, de habilidade surpreendente.”

Neymar

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