Cabeça feita

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Dois bonés da Lusa circulavam pacificamente em meio aos atleticanos neste sábado, no Canindé. Portuguesa e Atlético-PR entraram em campo em situações idênticas: apenas sete pontos, adversários diretos na zona da degola. Nada capaz de afetar a parceria entre Leões da Fabulosa e os Fanáticos.

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Alianças entre clubes de Estados diferentes são comuns. As organizadas se ajudam, sobretudo com a logística de acomodação. O pessoal da Fanáticos chegou a SP por volta das 13h30 deste sábado e foi bem recebido na sede da Leões. Daí estarem à vontade na arquibancada do Canindé vibrando com a virada do Atlético por 3 a 2 com os bonés lusos.

Confesso nunca ter visto a camaradagem chegar a tal ponto. Sinal de evolução. Cena rara num estádio de futebol, especialmente em São Paulo. Presenciar uma torcida organizada civilizada, de cabeça feita, a ponto de não se importar de retribuir a gentileza a cobrindo com outro escudo, é de se tirar o chapéu.

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De Oruro ao Pacaembu

Libertados de Oruro: da esquerda para direita Hugo, Raphael e Danilo

Libertados de Oruro: da esquerda para direita Hugo, Raphael e Danilo

Três dos sete corintianos que passaram 106 dias presos em Oruro voltaram ao Pacaembu neste domingo para assistir a Corinthians x Atlético-MG. Já haviam reencontrado o time na decisão da Recopa, no Morumbi. Mas em casa foi a primeira vez desde o incidente na Bolívia.

Em fevereiro, 12 torcedores foram detidos acusados de participação na morte de Kevin Espada, de 14 anos, atingido por um sinalizador marítimo durante San José x Corinthians, pela primeira fase da Libertadores. Os outros cinco continuam presos.

Hugo Nonato, Danilo de Oliveira e Raphael de Araújo sentaram-se juntos no início do segundo tempo na arquibancada do Pacaembu, onde toparam dar umas palavrinhas ao blog FUTEBOL DE CAMPO. Confira.

“Agora está tudo bem. Retomamos nossas vidas. Lá foi duro no começo, mas não podemos dizer que fomos mal tratados”, disse Hugo, conhecido na organizada Pavilhão Nove como São Luis.

“Na verdade, o Corinthians não ajudou. Quem ajudou mesmo foi a torcida. Deram apoio jurídico e fizeram pressão”, afirmou Hugo.

“Conversamos todos os dias com o pessoal que ficou preso em Oruro. Tem um orelhão na cadeia. Tá difícil a situação lá. Ficamos três meses e meio e foi duro, imagina os caras lá até agora.”

“Emocionante voltar ao Pacaembu”, limitou-se a dizer Raphael, que viajou com o braço quebrado para a Bolívia, o que aumentou o sofrimento no cárcere. Raphael e Danilo integram a Gaviões da Fiel.

No intervalo da partida, em que o Corinthians perdeu para 1 a 0, membros da Pavilhão Nove entoaram novamente coro pela liberdade dos torcedores.

Abaixo galeria da arquibancada corintiana hoje.

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