Cabeça feita

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Dois bonés da Lusa circulavam pacificamente em meio aos atleticanos neste sábado, no Canindé. Portuguesa e Atlético-PR entraram em campo em situações idênticas: apenas sete pontos, adversários diretos na zona da degola. Nada capaz de afetar a parceria entre Leões da Fabulosa e os Fanáticos.

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Alianças entre clubes de Estados diferentes são comuns. As organizadas se ajudam, sobretudo com a logística de acomodação. O pessoal da Fanáticos chegou a SP por volta das 13h30 deste sábado e foi bem recebido na sede da Leões. Daí estarem à vontade na arquibancada do Canindé vibrando com a virada do Atlético por 3 a 2 com os bonés lusos.

Confesso nunca ter visto a camaradagem chegar a tal ponto. Sinal de evolução. Cena rara num estádio de futebol, especialmente em São Paulo. Presenciar uma torcida organizada civilizada, de cabeça feita, a ponto de não se importar de retribuir a gentileza a cobrindo com outro escudo, é de se tirar o chapéu.

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Vento contra

A imagem de parte do Anacleto Campanella em vermelho e preto traz más lembranças ao torcedor do São Caetano. Em seu estádio, o time do ABC perdeu a final do Brasileiro de 2001 para o Atlético-PR. Neste sábado, em fases menos gloriosas, encontraram-se em outro importante duelo. Em jogo, dessa vez, o acesso à Série A. “Já vi esse filme”, comentou um torcedor do Azulão ao descer do ônibus e dar de cara com a turbamulta rubro-negra.

Como há 11 anos, os atleticanos invadiram o Anacleto. Dos 5100 pagantes, cerca de 1500 eram visitantes. Vinte e sete ônibus saíram do Paraná, segundo membro de uma organizada. Do lado azul, guardadas as proporções e a média de público, também havia bom público. Que caprichou na recepção. Fogos de artifício, dezenas de faixas, balões azuis. A Bengala Azul, pitoresca torcida de aposentados, levou até seu canhãozinho lançador de papel picado.

No começo do segundo tempo, o roteiro do São Caetano seguia o déjà vu daquele fã agourento. Perdia por 2 a 0. Hora de soltar nova leva de bexigas azuis. Quem sabe dariam novo ânimo. Meia dúzia delas, no entanto, foram pousar justamente na torcida rival. “É o poder do Furacão (apelido do Atlético)”, gritou um atleticano em posse do patrimônio inimigo.

A equipe do ABC corria atrás do empate. Chegaram a diminuir para 2 a 1. Mas logo em seguida levaram o terceiro. A quatro rodadas do fim do campeonato, os paranaense subiram a 65 pontos, mantendo o quarto lugar. Abriram quatro de vantagem em relação ao adversário, quinto colocado.

Paciência. Afinal, contra o Atlético, até o vento sopra contra.

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