A privatização do Pacaembu


Santos 1 x 1 São Caetano - Paulista 2013 - 04-04 025

No que depender da vontade do secretário municipal de Esportes de São Paulo, Celso Jatene, o estádio do Pacaembu deixará de ser patrimônio público. Nesta segunda (10) o político anunciou ter sido autorizado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) a abrir licitação de R$ 350 milhões à iniciativa privada.

Segundo informou o blog do jornalista Diego Zanchetta, do Estadão, o objetivo é transformar o estádio em arena multiuso para shows e eventos esportivos. “Não queremos gastar dinheiro público na transformação”, disse ao jornal. “A licitação tem de estar ‘na rua’ até o final do ano”, acrescentou.

O secretário adiantou o interesse de duas empresas em administrar o espaço. “Para shows e apresentações, como o de lutas do UFC, o Pacaembu pode ser muito atraente.”

Com as iminentes conclusões das arenas corintiana e palmeirense, o Paulo Machado de Carvalho, cujo custo de manutenção gira em torno de R$ 11 milhões anuais, tende realmente a cair em desuso. Daí a fechar a torneira concedendo o patrimônio a uma empresa é outro papo.

Tal qual ocorreu – e ainda se desenrola – com o Maracanã, o assunto pressupõe desdobramentos ruidosos. A Associação Viva Pacaembu se manifestou contrária. Segundo Jatene, a comunidade participará (atente ao tempo verbal) dos debates. O fundamental, no entanto, é saber se, além de opinar, terá poder de decisão.

Vereador do PTB licenciado em São Paulo – reeleito para o quarto mandato seguido -, Jatene é conselheiro efetivo do Santos Futebol Clube desde 1986. É também uma espécie de padrinho da Torcida Jovem, a maior organizada santista. Com frequência, patrocina faixas de plástico com seu nome.

Mas o que isso tem a ver? Tem que há pelo menos três meses o político fala informalmente pelos corredores santistas acerca da intenção de privatizar o Pacaembu. Confidenciou também a preocupação com o fato de a Portuguesa ter demonstrado, em princípio, mais interesse do que o seu alvinegro. Contou inclusive que a Lusa cogitou colocar o Canindé no negócio.

No Santos, o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro comenta abertamente a respeito do desejo de fazer do Pacaembu a segunda casa do time. Logo, não surpreenderia se o Santos entrasse na transação, provavelmente em parceria com uma grande empresa.

Enfim, parece claro que a proposta tornou-se pública num estágio um tanto avançado. “Pôr a licitação ‘na rua’ até o fim do ano”, frisou o secretário, sem esconder pressa. Porém, se existe de fato vontade de incluir a comunidade na discussão, deveria a pauta, e não a licitação, ter ido à rua com urgência.

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