Gorillas da Macaca


Não há espaço livre no alambrado do Moisés Lucarelli. Não na área abaixo das torcidas organizadas. Assistir aos jogos colado na grade ainda é tradição no estádio da Ponte Preta. Centenas fazem dali a pressão que torna o clube tão forte em Campinas. O galáctico Inter que o diga.

Tem até uma torcida específica para o setor: a Gorillas do Alambrado. Pessoal das antigas mesclado a uns poucos garotos. Sem instrumentos musicais, faixas ou gritos de guerra, usam apenas camisetas brancas com desenho de um gorila enfurecido destruindo um alambrado. Embora discretos, chamam a atenção. Sobretudo pelo visual de um dos líderes, sujeito alto com vasta cabeleira estilo “variedades” (fácil achá-lo nas fotos acima e abaixo).

A Vila Belmiro já emanou esse clima. Antes da instalação dos camarotes térreos, o alambrado ficava coalhado de santistas. Tempos de caldeirão. A modernização aumentou o faturamento, sim, mas reduziu a pressão em proporção bem maior. Exigências do futebol moderno. Bom que o fã da Macaca, mais antigo clube brasileiro em atividade, mantenha tal tradição.

E esse cara, assistindo ao jogo do banheiro, apoiado na privada. Visão privilegiada, mas o odor não deve ser dos melhores.

Buzinaço depois da partida nas ruas de Campinas. Outro ritual. Não importa se vale título, vaga na Libertadores, fuga do rebaixamento ou se, como ontem,  nada. Vitória da Ponte o pessoal sai do estádio buzinando.

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