Os vovôs do Azulão


“Nossa torcida é a única que não grita gol, porque se gritar perde a dentadura.” É como Agostinho Folco (acima), fundador e presidente da “Bengala Azul”, define a organizada mais “velha” do mundo. Ser aposentado, acima de 60 anos, ter tosse e reumatismo são pré-requisitos para virar sócio. “Ainda tem de vir acompanhado do pai e da mãe no ato da inscrição.”

Nesta terça, quatro dos septuagenários enfrentaram chuva forte na arquibancada do Anacleto Campanella durante o sofrido 1 a 1 de São Caetano x Ipatinga, pela Série B. Incluindo Folco, com sua indefectível bengala azul de isopor.

Fundada em 98, em tempo de existência a Bengala ainda é adolescente. A torcida se formou em reuniões informais na parte coberta do estádio, onde o pessoal da terceira idade bate-papo antes dos jogos. “Tinha pelos menos uns três ali que usavam bengala, daí veio a ideia”, lembra o patrono. Os vovôs do Azulão rodaram o Brasil e já foram até para a Argentina atrás do time.

Em contraponto, as outras três torcidas do Azulão são compostas quase que exclusivamente por jovens. A Comando Azul é a mais numerosa e barulhenta, seguida pela Gladiadores e pela Jovem.

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