Sardinha é a resposta


Sardinha, em jogo entre Portuguesa e Icasa pela Série B do Brasileiro de 2011

Eis uma velha e polêmica questão: como se compara o fanatismo por seu clube? Pelos anos de devoção? Por ser ou não sócio? Pelo número de vezes em que foi ao estádio? Pelas camisas compradas? Pelas lágrimas vertidas? Por ficar sem jantar após uma derrota? Por ser de torcida organizada? Por querer sair na porrada com rivais? Por ter guardado um tufo do gramado? Por saber de cor a história do clube? Por só vestir as cores do time? Por ter um blog ou twitter de torcedor? Por não ter outro assunto na mesa do bar?

A lista poderia continuar ad aeternum. Mas nesta quinta, em solo lusitano, talvez tenha chegado a uma conclusão. Ninguém é mais torcedor do que o Sardinha. Explico – ao menos tento – respondendo às questões levantadas linhas acima. Sei lá se ele é associado ou se conhece de cor a história da Lusa. Não coleciona camisas do time, isso tenho certeza, pois está quase sempre à paisana na arquibancada. Nem português ele é, descende de espanhois. Não fica perto das torcidas organizadas, tampouco corre atrás de autógrafos ou tufos de grama.

Já conquistou seu maior troféu, condecorado com uma medalha pelo clube por seu trabalho na construção das arquibancadas do Canindé. Porra, o Sardinha ajudou a erguer o estádio. E é um dos que mais o frequentou, quanto a isso também não paira dúvida. No alto de seus 74 anos, há 59 comparece semanalmente. Sobre ter um blog, faça-me o favor, esse senhor nem sabe o que é isso. Tem twitter? “Sim”, respondeu. “Tinha dois no som de uma antiga kombi da torcida.” Gênio.

Então, o que põe o lustrador Leonardo Garcia no topo da pirâmide dos torcedores? São suas lágrimas vertidas, ó pá! Enquanto a Lusa batia o Sport por 5 a 1, Sardinha ainda xingava o juiz, ainda zanzava feito um doido de um lado ao outro, ainda mantinha atesta franzida, agoniado. Gol após gol, o homem não relaxava.  “A bola entrou, seu cego”, gritava continuadamente ao bandeirinha num lance em que a bola – claramente – não tinha entrado.

Enfim, para a pergunta inicial do texto, creio que o próprio Sardinha respondeu na lata bem melhor do que essa minha ladainha. “Se fossem 20 mil Sardinhas, a Portuguesa seria o maior time do mundo.”

Abaixo, as fotos das torcidas na partida de ontem.

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